Interfaces criogénicas para a próxima geração de infraestrutura orbital.

Desenvolvemos a ligação física por onde o propelente criogénico passa de um veículo para outro, em órbita.

TRL 3 · Prova de conceitoVila de Rei, Portugal

O problema

Um satélite sem propelente é um satélite perdido.

Quase todos os satélites em serviço foram construídos para nunca serem reabastecidos. Quando o propelente acaba, o veículo deixa de manter a órbita e a missão termina, com a eletrónica, os painéis e os instrumentos ainda em pleno funcionamento.

Reabastecer em órbita muda essa equação, mas a ligação por onde o propelente passa é o elo que falta. Três modos de falha conhecidos travam o problema, e a própria ESA identificou uma interface criogénica fiável e interoperável como peça em falta na arquitectura europeia de logística orbital.

01

Soldadura a frio

No vácuo, superfícies metálicas nuas colam-se umas às outras. Depois de acoplar, separar sem danificar deixa de ser possível.

02

Desalinhamento residual

Nenhum acoplamento fica perfeito. Um acoplador metálico rígido não absorve o desvio que sobra e transmite-o à estrutura.

03

Adesivos no frio

As colas usadas em montagens híbridas tornam-se quebradiças à temperatura criogénica e libertam gases no vácuo.

A empresa

Uma empresa de componente, não de plataforma.

A Scheng Orbital System é um projecto português de engenharia, desenvolvido a partir de Vila de Rei. Trabalha a montante da cadeia espacial: não constrói satélites nem veículos, constrói a peça de que eles dependem para trocar propelente entre si.

O modelo é B2B, com venda de hardware, serviços de engenharia e licenciamento de propriedade intelectual. O mercado principal são os veículos de transferência orbital e as missões de serviço em órbita, com a Europa primeiro. A mesma tecnologia de interface tem aplicação fora do espaço, na infraestrutura criogénica industrial.

Fundada em
Vila de Rei, Portugal
Posição na cadeia
Montante · subsistemas
Modelo
B2B · hardware, engenharia, licenciamento

Enquadramento

Onde este trabalho se insere.

InSPoC-1, Fase B2

Participação no grupo de trabalho da ESA dedicado a interfaces de acoplamento e reabastecimento.

ESA OSIP

Ideia submetida ao Open Space Innovation Platform da Agência Espacial Europeia.

Trabalha em transferência de propelente em órbita?

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